
A manhã de sábado seguia com aquele silêncio raro e perigoso que só quem faz plantão em porta aberta conhece.
O Sr. Jorge estava vivo, não porque eu era um laringoscopista habilidoso, mas porque eu soube reconhecer quando o plano inicial falhou. Seu papel não é ser o herói do tubo, mas o guardião da oxigenação.



No caos do plantão, não suba ao nível da sua esperança de que o próximo passe funcionará; desça ao nível do seu treinamento e aceite o algoritmo. O paciente morre por falta de oxigênio, nunca por falta de um tubo na traqueia.


A maior falha de um serviço de emergência não é a falta de conhecimento técnico do médico, mas a interrupção de um procedimento crítico para procurar uma pilha que funcione ou uma lâmina de bisturi.

A emergência é um dos ambientes mais complexos da medicina. Trabalhamos sob pressão, com informações incompletas e tomando decisões que precisam acontecer em segundos.
A sorte ajuda uma vez.
O conhecimento salva todos os plantões.